terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Trailer - Luther Blissett - Cultura nos Extremos de São Paulo

Luther Blissett é a voz do povo. Luther Blissett é poeta. Luther Blissett é manifestação. Luther Blissett é visionário. Luther Blissett é todo mundo. O que é cultura? Luther Blissett encontra o cenáro cultural que nasce nos extremos da cidade de São Paulo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Nossas andanças

Vale do Anhangabaú - Centro 

Vista de Pirituba - Zona Oeste 


Turma do Hip Hop no Teatro Silva - Pirituba 



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O que é cultura?

Numa entrevista publicada originalmente em junho de 2004 pela revista francesa Lire, Maryse Condé, notável romancista e autora de diversos livros instigou uma reflexão do poeta Aimé Césaire sobre a importância da cultura. A transcrição do diálogo foi realizada pelo jornalista francês Patrice Louis.


Maryse: Por que as palavras da poesia são “armas miraculosas”? 


Césaire: Porque pensei que é de lá que, miraculosamente, devia vir a salvação. Isso era, para mim, o milagre... Para mim, a poesia é muito importante, ela é até mesmo fundamental. Com ou sem razão, sempre pensei que a arma para nós - não acreditávamos nisso suficientemente - é a cultura. 


"Cultura é identidade. Mais que isso, é tudo o que homem imaginou para moldar o mundo, para se acomodar nele e torná-lo digno de si próprio. é isso a cultura: tudo o que o homem inventou para tornar a vida vivível e a morte afrontável." 


Aimé Fernand david césaire - poeta martinicano e dramaturgo ligado às questões políticas e sociais do século xx. 


Fonte:  http://www.revista.agulha.nom.br/ag53cesaire.htm

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Entrevista com o Profº Dr. Valmir de Souza



Hoje entrevistamos o Profº Dr. Valmir de Souza¹. Mais uma vez, foi muito proveitosa nossa gravação lá na USP-Leste. Extremamente gentil, contribuiu com um vasto conhecimento de cultura nas grandes cidades. Em princípio, nossa gravação foi realizada no prédio da Universidade mas, quando fomos demonstrar no notebook o que havia sido gravado para o nosso entrevistado, tivemos uma surpresa: imagem sem áudio - isso nos deixou frustrados. Porém, tivemos uma grata condição do Profº Valmir: a de regravar a entrevista em seu lar, localizado em Guarulhos. Chegando em seu apartamento, conhecemos os dois filhos. Destaque para o caçula de 6 anos, Fernando, por ser bem comunicativo.

A generosidade do professor deu-se por nos servir um copo d'água, doar três livros, um deles de sua autoria, "Cultura e literatura: diálogos", jornais impressos do "Le Monde Diplomatique", sem contar seu notável conhecimento sobre o que é cultura.
Escolhemos como cenário o charmoso saguão do condomínio para recomeçar a entrevista. Todas essas situações propiciaram-nos uma melhor interação com a câmera e maior inter-relacionamento pessoal.

Quem diria que uma dica de leitura de um amigo, obtida num papo feito em um sarau de um bairro do extremo oeste da cidade paulistana, nos guiaria para o artigo "Globalização e periferia", publicado em julho deste ano pelo jornal "Le Monde Diplomatique"? Quem diria que, em um mesmo dia, descobriríamos o telefone do autor e, em uma fração de horas, ele também seria um personagem de nosso documentário?

Cada vez mais aprendemos que a curiosidade nos instiga à persistência. Cada encontro, cada olhar, cada caminho para compreender nosso papel social. Ao longo da execução desse documentário, dos desafios, diante das circunstâncias adversas nas gravações, aumenta nosso entusiasmo por causa da generosidade das pessoas que acreditam e colaboram com o nosso trabalho.
"Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo. É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens." ² 
Acima de tudo, nossa gratidão à Deus!


1 Valmir de Souza: Doutor em Teoria Literária pela USP, pesquisador-associado da Área de cultura do Instituto Pólis e autor do livro "Cultura e literatura: diálogos". Faz parte da diretoria do Sindicato dos Professores e Professoras de Guarulhos (SIMPRO Guarulhos).
2 Martha Medeiros - jornalista e escritora brasileira. "Elegância do comportamento" 

domingo, 9 de outubro de 2011

2º JapanSul

Neste domingo (9), estivemos no 2º JapanSul para a gravação do documentário, lá na Represa Guarapiranga, extremo sul da cidade de São Paulo. "União e Paz" foi o tema da segunda edição e pudemos sentir isso ao provar comidas típicas, assistir alguns shows e danças, conferir exposições de artesanatos, artes marciais, etc.
Ao contrário do que aconteceu em Pirituba na quinta-feira (6), recebemos uma acolhida digna nesse evento. A começar pelos laços de amizade adquiridos com o pessoal da Associação Cultural e Beneficente Japonesa do bairro Colônia que estava no evento, onde havíamos conhecido e recebido o convite na primeira entrevista. Tivemos aula de ritual e etiqueta japonesa para tomar chá. Cada vez que se bebe o chá,,existe toda uma reverência e gratidão. Gratidão pela natureza, com quem plantou e colheu as ervas, com quem produziu, com quem nos serviu... a arte de servir. Educação: isso a cultura japonesa tem por excelência. E não é um elogio, é uma constatação.
Fomos muito bem recebidos. Vocês não têm noção. O mais impressionante é a educação e receptividade. Estamos encantados!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Globalização e periferia - Le Monde Diplomatique


Cada vez mais o documentário "Luther Blisset: cultura nos extremos da cidade de São Paulo" se reconhece em outra publicação, como este artigo de Valmir de Souza -
Doutor em Teoria Literária pela USP, pesquisador-associado da Área de cultura do Instituto Pólis e autor do livro "Cultura e literatura: diálogos".





01 de Julho de 2011
CULTURA NAS GRANDES CIDADES
Globalização e periferia
Uma das grandes riquezas das metrópoles se apresenta na periferia, com suas expressões culturais comunitárias. Apesar de serem estigmatizadas pela mídia que constrói estereótipos desse mundo, esse imaginário está mudando. Já há estudos que apontam p/ uma “estética da periferia”, c/ interações com a chamada grande arte
por Valmir de Souza

Uma anedota contada por Slavoj Zizek em Bem vindo ao deserto do real! nos diz: “Um operário alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que toda correspondência será lida pelos censores, ele combina com os amigos: ‘Vamos combinar um código: se uma carta estiver escrita em tinta azul, o que ela diz é verdade; se estiver escrita em tinta vermelha, tudo é mentira’. Um mês depois, os amigos recebem uma carta escrita em tinta azul: ‘Tudo aqui é maravilhoso: as lojas vivem cheias, a comida é abundante, os apartamentos são grandes e bem aquecidos, os cinemas exibem filmes do Ocidente, há muitas garotas, sempre prontas para um programa – o único senão é que não se consegue encontrar tinta vermelha’”.1
Ao circular pelas bordas da cidade de São Paulo, constata-se uma imensa variedade de culturas: praticantes de aulas de expressão teatral e dança, poetas fazendo intervenção, ativistas promovendo músicas populares mixadas, grupos em aula de computação, artistas produzindo seus vídeos, rappersda “perifa”, feiras culturais, performances das mais diversas linguagens, enfim fazedores de culturas vivas na cena urbana brasileira. São movimentos que reivindicam e fazem mais cultura, grupos que se organizam com temáticas gerais ou específicas (meio ambiente, moradia, economia da cultura etc.). Em lugares deteriorados por falta de investimento público, surgem grupos, artistas, atores, movimentos que promovem atividades inovadoras e dão vida ao caos. Tudo isso compõe um cenário efervescente e dinâmico de políticas e gestões culturais independentes e audaciosas.
Nas margens do “hiperliberalismo” globalizado emerge uma terceira cultura que aponta para novas e sutis realidades, “cidades periféricas” com sua própria centralidade, formando movimentos de convivência e redes culturais que criam novos modos de vida em comunidade.
Esses agentes locais nadam na contracorrente da lógica que nega direitos sociais e provoca segregação, isolamento, miséria e falta de infraestrutura, formando um caldo de cultura da violência que entra nos poros da sociedade. Resultado: esgarçamento das energias dos que vivem do trabalho e perda de pertencimento comunitário, tendo como subproduto o assassinato de jovens negros e mestiços.2













Fonte: http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=960